quarta-feira, 14 de maio de 2008

O Sapo Apaixonado

Competência: Participar em múltiplas situações que desenvolvam o convívio e o gosto pela escrita e pela leitura.
Actividade: Organizar, por iniciativa própria, a dramatização do conto "O Sapo Apaixonado" e apresentá-la a colegas de outras escolas.



Narrador: O sapo estava sentado à beira do rio. Sentia-se esquisito. Não sabia se estava contente ou se estava triste. Toda a semana tinha andado como que a sonhar. Que teria ele? Então encontrou o Porquinho.
Porquinho: Olá Sapo. Não estás com muito bom aspecto. Que é que tens?
Sapo: Não sei. Tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. E aqui dentro de mim tenho uma coisa que faz tum-tum, tum-tum, tum-tum.
Porquinho: Talvez estejas constipado. É melhor ires para casa e meteres-te na cama.
Sapo: Pois, talvez…
Narrador: O sapo continuou o seu caminho. Estava preocupado. Passou por casa da lebre.
. Sapo: Lebre, não me sinto bem.
Lebre: Entra e senta-te um bocadinho. Ora então, que é que tens?
Sapo: Umas vezes fico com calor e outras fico com frio. E aqui dentro de mim tenho uma coisa que faz tum-tum, tum-tum, tum-tum. (Põe a mão no peito).
Lebre: (Pensativa) Já sei. É o teu coração. O meu também faz tum-tum, tum-tum, tum-tum.
Sapo: Mas o meu às vezes faz tum-tum mais depressa do que de costume. Faz um-dois, um-dois, um-dois.
Narrador: A Lebre foi buscar um grande livro e pôs-se a virar as folhas.
Lebre: Aha! Ora ouve. Coração a bater acelerado, ataques de calor e de frio… quer dizer que estás apaixonado!
Sapo: Apaixonado! (Surpreendido) Ena pá! Estou apaixonado! (Começa aos saltos de tão contente que estava).
Porquinho: (Que está sentado a um canto, assusta-se com os saltos) Parece que estás melhor:
Sapo: E estou! Sinto-me óptimo. Estou apaixonado!
Porquinho: Bem, isso é uma boa notícia. Por quem é que estás apaixonado?
Sapo: Estou apaixonado pela linda e adorável patinha branca! Porquinho: Não pode ser. Um sapo não pode estar apaixonado por uma pata. Tu és verde e ela é branca.
Narrador: O Sapo não se importou com isso. Não sabia escrever, mas sabia fazer bonitas pinturas. Quando voltou para casa fez uma pintura linda, com vermelho e azul e muito verde, que era a cor de que gostava mais. À noite, quando já estava escuro, saiu com a pintura e enfiou-a por baixo da porta da Pata. Com a emoção, tinha o coração a bater com toda a força.
Pata: Quem é que me terá mandado esta linda pintura? (Pendura-a na parede).
Narrador: No dia seguinte o Sapo colheu um belo ramo de flores. Ia oferecê-lo à Pata. Mas quando chegou à porta não teve coragem para a enfrentar. Pôs as flores na soleira da porta e fugiu o mais depressa que pôde. E assim continuaram as coisas, dia após dia. O Sapo não conseguia arranjar coragem para falar.
Pata: Que lindas! Estou tão feliz! Mas quem será que me manda tão belos presentes?
Narrador: Enquanto isso, o pobre do Sapo perdeu o apetite e à noite não conseguia dormir…
. Sapo: Como hei-de mostrar à Pata que gosto dela? Tenho de fazer uma coisa de que mais ninguém seja capaz. Tenho de bater o recorde do mundo de salto em altura! A Patinha vai ficar muito surpreendida, e depois também ela vai gostar de mim.
Narrador: O Sapo começou logo a treinar o salto em altura. Nunca nenhum sapo tinha saltado tão alto.
Pata: Que é que terá o Sapo? Saltar assim é perigoso. Ainda acaba por se magoar.
Narrador: E tinha razão. O Sapo estava a dar o salto maior da história quando perdeu o equilíbrio e caiu no chão.
Pata: (A Pata, que ia a passar nessa altura, ajuda-o a levantar-se, ampara-o com carinho e leva-o para casa.) Ó Sapo, podias ter-te matado! Olha que tens de ter cuidado. Gosto tanto de ti.
. Sapo: Eu também gosto muito de ti, querida Pata!
Narrador: O Sapo tinha o coração a fazer tum-tum, tum-tum, tum-tum mais depressa do que nunca. Desde então, vivem muito felizes. Um sapo e uma pata… Verde e branca. O amor não conhece barreiras!
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No final da dramatização, as duas turmas convidadas, da EB1 Maximinos, fizeram uma visita aos espaços do Centro Escolar da Naia e confraternizaram na cantina com a nossa turma, responsável pela organização da dramatização, com direito a lanche melhorado, oferecido pelo Conselho Executivo do Agrupamento. Que bom!